domingo, 10 de abril de 2011

UM GOL DE PLACA?

A presidenta Dilma

Caixa Fora da Copa


Dilma vetou a aplicação de dinheiro da Caixa Econômica num fundo imobiliário que Odebrecht e Corinthians desejam constituir para a construção do estádio do clube, e da Copa, em São Paulo. A posição do governo não muda. Dinheiro da União só o do BNDES, por empréstimo.


Outro colunista, este do jornal Diário de São Paulo, o jornalista Jorge Nicola informou que o presidente tricolor, Juvenal Juvêncio mandou apressar as obras da reforma do Morumbi na esperança de ter o templo solicitado para tapar o buraco do mico aberto pelo Itaquerão 2014:





O presidente do São Paulo
Juvenal recebe o telefonema da esperança
O presidente são-paulino, Juvenal Juvêncio, está mais agitado do que nunca. Tudo por causa de uma ligação que ele recebeu na tarde de quinta-feira de um integrante do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014. Do outro lado da linha, o interlocutor garantiu a Juvenal que “o projeto do estádio do Corinthians subiu no telhado”, em razão do veto do BNDES ao financiamento pedido pela Odebrecht, construtora responsável pelo Fielzão. A “fonte” são-paulina afirma que a Odebrecht já estourou seu limite de crédito e não possui garantias financeiras suficientes para pleitear mais R$ 400 milhões.


No telefonema, Juvenal ainda escutou que, quer queiram ou não, só resta o Morumbi como opção paulista para o Mundial no Brasil. O presidente são-paulino parece convencido do que ouviu e, por isso, já deu a ordem para que as obras de modernização do Morumbi avancem a todo vapor.

Via: Blog do Lina

Ps: Nota do Blog, deixo claro que o que me motivou a postar este post, se deve por visivelmente a mídia brasileira fazer vistas grossas ao caso do veto do Morumbi, para 2014.
Se isso realmente ocorrer, Dilma terá feito um gol de placa no seu mandato. E eu não me arrependerei de ter votado nela, no segundo turno, que fique bem claro!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

PASSIONE NAPOLITANA

Os poucos que freqüentam esse blog sabem que eu não morro de amores pelo futebol europeu, apesar de admitir que eles são bem organizados e sabem vender um bom espetáculo.


Mas resolvi escrever esse post depois da inacreditável partida entre Napoli e Lazio, neste domingo em Nápoles.

Acordei cedo não sei por quê. Sem ter o que fazer, liguei a tv na ESPN. Eram aproximadamente sete horas da manhã, e eu estava com uma baita dor de cabeça, e por não conseguir dormir, acabei vendo o jogo sem muitas expectativas.


Mesmo sabendo que as pretensões de título italiano do Napoli passavam por uma vitória obrigatória, pois no sábado a tarde o Milan venceu o derby de Milão.



Técnicos se cumprimentam antes do jogo
 Com essa sensação de poucas expectativas esperei o começo do jogo.

Já na escalação da Lazio, fiquei mais sem graça ainda, pois o técnico inventou em tirar o Hernanes do time (vale lembrar que o volante brasileiro vem fazendo uma temporada irrepreensível).



Achei que perderia meu tempo! Ledo engano.



O jogo - O Napoli, jogando em casa e com o estádio lotado, o que não é muito comum, começou melhor no jogo. Entretanto, quem saiu abriu o placar foi a Lazio. Mauri recebeu de Zárate, se livrou de dois marcadores e marcou o primeiro da partida, aos 29 do primeiro tempo. Um belo gol!


André Dias marcou o 2º gol da Lazio
No segundo tempo, o jogo ficou eletrizante. Aos 11 minutos, Garrido cobrou falta na área e o zagueiro brasileiro André Dias conseguiu marcar, deixando a Lazio com a certeza da vitória.

Quando parecia derrotado, o Napoli mostrou que merece lutar com Inter e Milan pelo scudetto. Quatro minutos depois, Lavezzi cobrou na área e Dossena(que não joga nada, só reclama) cabeceou para as redes, diminuindo para 2 a 1.

Sem perder tempo o Napoli conseguiu o empate. Aos 17, Lavezzi cruzou na área e a bola sobrou para o artilheiro Cavani: 2 a 2.

Aos 22, um lance muito polêmico. Brocchi arriscou de fora da área, mas a bola bateu no travessão e no chão. Os jogadores da Lazio ficaram pedindo o gol, mas o árbitro não deu. E a bola entrou e muito.

Um minuto depois, Zárate fez grande jogada e bateu para o gol, ao tentar afastar, o zagueiro do Napoli, Aronica, fez contra: 3 a 2. Detalhe interessante, no momento do gol o técnico do Napoli fazia anotações, e ao ver o gol da Lazio, ele rasgou tudo. Hilário!

Perdendo, o Napoli foi pra cima. Criou algumas chances, mas Muslera ia bem no jogo. Aos 35, o artilheiro Cavani foi derrubado dentro da área: pênalti e expulsão. Na cobrança, o próprio Cavani marcou: 3 a 3.

Cavani, após o 4º gol do Napoli
Com um a mais, o Napoli foi para o popular “ou vai ou racha”, com a entrada de um monte de atacantes. Aos 43 minutos do segundo tempo, veio a emocionante virada, para o delírio dos torcedores no San Paolo e em casa. Mascara tocou de cabeça para Cavani, que avançou e encobriu o goleiro Muslera. Cavani de cavadinha (trocadilho infame): 4 a 3.

Épico!!!!!
Não tinha entendido porque tinha acordado cedo, mas que valeu a pena, valeu.


Os napolitanos fazem uma boa pizza, e quase sempre com sabor de quero mais.

 Que jogo! Ufa....


Domingo é um bom dia para degustar as duas paixões dos napolitanos!


Um belo jogo de futebol e uma boa pizza.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

ALGUÉM TEM QUE CEDER



Qual o seu ritual matutino? O que você faz quando sai para trabalhar?


Essas perguntas permanecerão na sua cabeça enquanto você destrincha esse texto escrito as duras penas com a simplicidade que a falta de estudos me proporcionaram. Mas com a cabeça cheia de idéias e o coração coberto de incertezas vou teclando sem parar.
O que me espanta dia após dia, é onde está chegando a rivalidade imposta pelas diretorias de São Paulo e Corinthians, e não me venham dizer que esse ou aquele começou!

Não importa quem foi o responsável por inflamar ainda mais o barril de pólvora que é o futebol brasileiro.
Mau administrado por homens sedentos de cobiça e conquistas pessoais, homens de moral e caráter duvidosos que mentem demasiadamente em busca do bem mais precioso do capitalismo barato, o dinheiro.

Se observarmos, em toda a história do futebol brasileiro, nunca estivemos diante de um dilema tão agravante. O que fazer? Simples, admitirmos que estamos perdendo a guerra para eles.

O motor impulsionador das tradições e conquistas do futebol brasileiro foi a tendência para o ataque e a alegria. Meninos que ousavam chutar uma bola de meia, não ousam mais.

O dinheiro tornou-se o alimento de desejo dos atuais administradores. Por ele mentem, ousam desafiar a paixão daqueles que matariam ou morreriam em nome de uma bandeira.

Defendem a causa da autopromoção e apóiam sem medo. Não uma agremiação, mas sim uma torcida organizada.

Através deles os racionais transformaram a televisão no elo mais próximo com um clube de futebol. Uma pessoa comum que trabalha, tem filhos e tem medo, não tem mais coragem de ir ao estádio assistir a um clássico. Isto é um fato.
Através deles o domínio dos outros passa a ser necessário, para que a sobrevivência da rivalidade seja mantida. Rivais sim, inimigos não!
Os homens nem sempre são tão razoáveis, não só para a explicação da dinâmica esportiva, mas também para o aprofundamento da questão da existência do bem e o mal dentro de cada um. Deixe o bem falar mais alto, e deixem essa “rivalidade de gabinete” do lado de fora do coração.


Culpar o adversário pela nossa incapacidade ficou mais fácil do que admitir nossos defeitos. O ser humano é maior que isso! Ou você bateria no seu vizinho porque ele trabalha em outra empresa, ou surraria seu amigo por ele estudar em outra escola?


Perdão aos meus amigos, irmãos, primos, conhecidos que torcem pelo Corinthians, se por algum motivo eu os magoei com brincadeiras que extrapolaram os limites da razão.

Como diria aquele apresentador, o futebol é a coisa mais importante dentre as menos importantes.


A grandeza do São Paulo depende do Corinthians e vice-versa.

Os homens passarão e a entidade permanecerá no mesmo lugar.
Alguém precisa dar o primeiro passo. E não importa quem!

terça-feira, 29 de março de 2011

O BOXE BRASILEIRO VAI A LONA

Michael Oliveira
É inacreditável a necessidade que a mídia brasileira tem para criar ídolos.

Michael Oliveira é a bola da vez, o boxeador brasileiro está escalando os degraus da fama rapidamente. Radicado nos Estados Unidos, país onde vive desde criança, é portador de um sotaque digno de causar inveja a qualquer jovem californiano.

Michael também chamou atenção da mídia especializada americana, pois é inegável seu talento para o boxe. E também em época de vacas magras para a nobre arte das lutas, um lutador jovem e bonito é mais uma arma de marketing para a divulgação do esporte na américa latina. Não a toa, Michael recebeu o apelido de “The Charmain of Boxe” e “The Brazilian Rocky”.

Mas o que se viu em sua última luta contra o argentino Ariel Adriel, valendo pelo cinturão latino do conselho mundial de boxe, me leva a algumas considerações. Primeiro foi desconfortável a “boa” intenção do Sportv (leia-se Globo), em elogiar a atuação do boxeador brasileiro em uma luta que nitidamente ele foi dominado pelo argentino, em no mínimo sete dos dez rounds em disputa no ginásio do Ibirapuera.

Há que se elogiar a produção do combate, muito boa em se tratando de uma luta de boxe no Brasil. E principalmente elogiar o grande trabalho do comentarista, que me perdoe não consigo lembrar seu nome. Mesmo sendo podado pelo narrador durante toda a transmissão da luta, não se furtou de comentar o que acontecia na luta, uma péssima atuação do boxeador brasileiro e a larga vitória do argentino.

Estranhamente o brasileiro venceu unânimente com uma larga vantagem de pontos, acho que os juízes estavam assistindo outra luta. O resultado, inclusive não causou nenhuma revolta no bom boxeador argentino.

Estranho, muito estranho!

 Ultimamente o boxe perde muito espaço para o MMA, e resultados como esse só aumentam a desconfiança e descrédito nas entidades que comandam o boxe no Brasil. Não que Michael não tenha futuro, eu mesmo acredito muito no seu boxe, mas situações como essas me deixam com a sensação de o boxe brasileiro foi a lona, e cambaleia pelos ringues do Brasil a fora. Ainda não fomos nocauteados, mas que estamos merecendo, ah isso estamos.

segunda-feira, 28 de março de 2011

QUANDO OS HOMENS SE TORNAM MITOS

Alguns passam a vida toda sonhando com algo humanamente impossível, outros esforçam-se para tornar real o que a improbalidade desafia. Para todo ser humano que desbrava estradas de conquistas, reservamos os lemas de honra e admiração.

Os homenageamos com as marcas que herdarão o tempo. Tais humanos tornam-se legendas e mitos.

O futebol há tempos deixou de ser algo meramente para o lazer, passou a ser assunto de discussões e teses sociais e psicológicas. Algo tão inusitado, cheio de paixão e movido por sentimentos de posse que quase sempre ultrapassam a barreira do aceitável. Um esporte tão encantador que estranhamente convive com a perigosa linha da sanidade e loucura.

Nesse meio altamente inflamável, existem homens cujas conquistas ultrapassaram as barreiras da improbalidade e eternizam-se. Entre eles destaca-se um jovem senhor chamado de goleiro, ou arqueiro, guarda redes, apanhador ou guarda metas. Reservo-me ao direito de chamá-lo de Rogério, simplesmente Rogério.

Rogério convive com as perseguições que a autoconfiança provoca em nossa cultura, é típico de nosso povo achar alguém que confia em si próprio arrogante. Ontem a história do futebol foi reescrita da forma mais cinematográfica possível, quis o destino que o maior rival (não inimigo) do goleiro fosse à vítima do centésimo gol.

A mitologia que agora foi ratificada em torno do arqueiro tricolor só engrandece a história do clássico majestoso. Um feito desses merecem aplausos e admiração à aquele que saiu do gol em direção a história, e se eterniza com um feito que tende aumentar.

Alguns podem se perguntar como o feito de Rogério se consolidou. A resposta deve ser trabalho e dedicação, pois é sabido que ele é o primeiro que chega e último que sai do clube. Nada é de graça na vida, não é a toa que a história é escrita.

O feito de Rogério o aproxima dos legendários homens que galgaram degraus de conquista. O olimpo do futebol, onde reina Pelé, tem mais um habitante. Não falo dos números do goleiro, pois os mesmos serão aumentados. Falo do homem que mesmo perseguido pela mídia não desistiu de acreditar que o impossível (um goleiro marcar cem gols) era questão de trabalho, confiança e tempo. Obrigado Rogério por permitir que eu participasse da história e presenciasse o que dificilmente se repitirá novamente. Mas não duvido, pois para os que se esforçam e acreditam o impossível é questão de tempo.

O arqueiro tricolor certamente deu um pequeno passo para o homem, mas deu um salto para a história. Parabéns Rogério Ceni. Quis o destino que até em seu nome existissem as letras CEN, de uma centena de gols.

Iniciais de uma centena de abraços, sorrisos e lágrimas da torcida sãopaulina.

domingo, 27 de março de 2011

O PRIMO DISTANTE

Assistindo o jogo do Brasil contra a Escócia, fiquei com a estranha sensação de que essa seleção não me pertence.

É como aquela história familiar daquele primo que mora longe e às vezes aparece na sua casa, ele mantém os laços familiares e de sangue que tem com você, mas que por mais que você tente uma intimidade, falta aquela proximidade que só se consegue no dia a dia.

Assim é a seleção brasileira que a CBF insiste em nos oferecer. Por um punhado de dólares venderam o show para um grupo árabe, que revendeu os direitos de transmissão aos europeus, e então fica mais fácil empurrar goela abaixo do brasileiro à balela de que reunir os jogadores que atuam na Europa em detrimento aos que atuam no Brasil é mais fácil, prático e barato.

Ah tá! E como que inconscientemente o Galvão no início da transmissão afirmou: -“O Emirates Stadium é a nova casa do Brasil! Ledo engano sr. Galvão, pode ser a casa da seleção brasileira, pois a casa do Brasil só pode ser o Morumbi, o Maracanã, o Mineirão....

Mas como na metáfora do primo distante, ainda há algo nesta seleção que remete as minhas raízes, posso estar distante e um pouco afastado, mas nada que um pouco de esforço e uma visitinha de vez em quando não possa causar uma reaproximação. Um primeiro passo está sendo dado, a seleção vai visitar Goiânia. Sorte dos goianos (e de nós todos do Brasil) que vão poder ver Brasil contra a Holanda aqui no nosso país. Porque por mais que possa ser estranho, o dito popular neste caso faz sentido. Amigo a gente escolhe, parente a gente atura.

E como dizia meu saudoso vô Paulo, o amor pela família vem sempre em primeiro lugar. Vai Brasil!

sábado, 26 de março de 2011

UM GOLPE DE ESTÁDIO

A sensação que paira no ar é de no mínimo enfado e descrédito com a moralidade da cúpula diretora do futebol brasileiro.

Um descaso com o único intuito de ruir com as esperanças daqueles que acham que o país pode mudar.

Assim eu resumo a epopéia da tentativa (!?) de se fazer uma licitação para o repasse dos direitos de transmissão do futebol tupiniquim.

Durante o processo licitatório, aconteceu de tudo, desde quebra de contratos, até falta de capacidade administrativa de dirigentes (?) que preferiram ver escoando pelos ralos uma boa quantia de dinheiro. Será que os clubes nacionais estão tão bem financeiramente?

Não defendo aqui a causa da emissora A, B ou C, defendo aqui a oportunidade de valorizar um dos maiores bens de lazer da população brasileira. Se bem que não posso furtar-me de afirmar que jamais investiria meu suado dinheiro em uma mídia que não pode ser exibida.

Explico, a rede Globo se recusa a transmitir os jogos em horários mais acessíveis, pois isso implicaria em mexer em sua já tradicional grade de programação. Durante suas (tecnicamente perfeitas) transmissões recusam-se a mostrar os patrocinadores dos times e os apoiadores de seus estádios, chegando ao cúmulo de os times (principalmente do interior de SP) serem obrigados a taparem os logotipos dos mesmos com lona preta (reparem nas transmissões).

Uma das balelas midiáticas atuais, são os tais de naming rights. Quem investiria milhões para ter o direito de ter sua marca atrelada a um nome que nunca é dito? A fórmula 1 é prova disso, em que a Globo se recusa a dizer “RED BULL RACING TEAM”, e durante a corrida insistem no nome RBR, é absurdo para os austríacos, que compram uma equipe de formula 1, e nem sequer, podem ter o nome difundido. Detalhe, isso também vale para a versão italiana da Red Bull, a SUPER TORO ROSSO, que na Globo foi rebatizada de STR. Um absurdo, mas voltemos ao texto…

Alguns espertalhões da matemática, já estão dizendo que o golpe foi bom para a saúde financeira das equipes que racharam o futebol brasileiro, duvido!Foi premeditado.

Um golpe digno de Khadafi, de causar inveja em Bush.

Foi um golpe à brasileira, mas não um golpe por motivos étnicos, religiosos ou até mesmo políticos.

Foi um golpe por um estádio