segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O SENHOR DOS ANÉIS

Zanetti é ouro nas argolas

O maior feito da história da ginastica artística brasileira acaba de ser realizado.

Um feito que passou por Daiane dos Santos, Diego e Daniele Hipólito, Jade Barbosa, Luiza Parente e tantos outros.

Quis o destino ou o trabalho, que Arthur Zanetti fosse o dono dessa realização.

Abençoado pelo "cristo", a posição mais executada na final olímpica das argolas.

A medalha de ouro em Londres veio a coroar o excepcional trabalho do garoto de São Caetano.

O gigante de apenas 1m56, garantiu o ouro superando o atual (ex) campeão olímpico!

Emoção pura.

Valeu Zanetti!

domingo, 5 de agosto de 2012

UM RAIO DOURADO CORTA O CÉU DE LONDRES


Novamente o mundo parou.

Parou por 9,63 segundos!

O tempo não contava tanto e perguntas pairavam no ar, ou melhor, nas pistas.

Desconfiança pelas derrotas no Mundial de Daegu e nas eliminatórias jamaicanas.

Alguns viam a tristeza no olhar e o raio já não parecia querer cair no mesmo lugar.

Que nada! Caiu exatamente da mesma forma!

E o mundo voltou a funcionar, depois que o raio dourado passou!

Alguns pensaram que fosse uma estrela cadente no céu de Londres.

Mas ninguém tem certeza, porque passou muito rápido.



Foi a maior final da história para os 100 m.O pódio dos 100 m foi formado por Usain Bolt com 9s63 (novo recorde olímpico), a prata foi para o também jamaicano Yohan Blake com 9s75 e o bronze do amerivano Justin Gatlin com 9s79.

DESCOBRIDOR DOS CINCO MARES

Scheidt e Prada conquistam mais um bronze para o Brasil

O Homem e o Mar

Homem livre, o oceano é um espelho fulgente 
Que tu sempre hás-de amar. No seu dorso agitado, 
Como em puro cristal, contemplas, retratado, 
Teu íntimo sentir, teu coração ardente. 

Gostas de te banhar na tua própria imagem. 
Dás-lhe beijo até, e, às vezes, teus gemidos 
Nem sentes, ao escutar os gritos doloridos, 
As queixas que ele diz em mística linguagem. 

Vós sois, ambos os dois, discretos tenebrosos; 
Homem, ninguém sondou teus negros paroxismos, 
Ó mar, ninguém conhece os teus fundos abismos; 
Os segredos guardais, avaros, receosos! 

E há séculos mil, séc'ulos inumeráveis, 
Que os dois vos combateis n'uma luta selvagem, 
De tal modo gostais n'uma luta selvagem, 
Eternos lutador's ó irmãos implacáveis! 


Charles Baudelaire, in "As Flores do Mal"



Não há continente que não conheça Robert Scheidt, o velejador brasileiro conquistou simplesmente sua quinta medalha olímpica. Uma para cada continente e cada anel olímpico!Agora em Londres, ao lado do parceiro Bruno Prada, conquistou a medalha de bronze na classe Star.E por mais que seja absurdo de admitir, assistir a última regata foi legal pra caramba!Parabéns para o Scheidt e o Prada. E para a vela brasileira, o segundo esporte que mais dá medalhas para o Brasil! 





CHEIRO DE OURO

Por Marcelo Abdul
http://blogdoabdul.wordpress.com/

Neymar: Sexta semifinal olímpica brasileira


O blog avisou em postagens anteriores que o futebol olímpico é um mundo paralelo. Um caso a parte do esporte mais popular do mundo.

O Brasil sofreu mas derrotou Honduras por 3 x 2. O time de Neymar e Oscar está na semifinal das Olimpíadas de Londres. Nos jogos olímpicos não existe “babas” ou adversários fáceis. O fator sub-23 pesa muito. Apesar de se permitir a entrada de três atletas maiores de 23 anos, a inexperiência conta demais.

Uma das favoritas, a Espanha foi eliminada na primeira fase. O Uruguai que voltou a uma Olimpíada após quase oitenta anos também deu vexame.

O Brasil bobeou hoje e tomou dois gols com falhas da defesa. Foi buscar o empate e ainda teve a ajuda do árbitro alemão que deu um pênalti mandrake para a seleção canarinho. O terceiro gol de Leandro Damião deixou o Brasil em vantagem pela primeira vez, mas mesmo com um jogador a mais administrou a partida e não arriscou até o apito final.

Normal? Se tratando de Olimpíadas sim. A história prova que favoritismo e camisa não contam muito. A seleção brasileira é favorita ao ouro, mas não deve se empolgar e nem jogar de salto alto nos próximos jogos.
 A partir de agora é só pedreira.

 Pouco importa se o adversário for Coreía do Sul ou Grã-Bretanha. O Brasil deve ser frio e sistemático se quiser ganhar o seu primeiro título olímpico da história.

O México que nos últimos anos tem conquistado torneios nas equipes de base é outro candidato a medalha de ouro. O time azteca tem jogadores rápidos, talentosos e oportunistas. A vitória contra a boa seleção de Senegal credenciou o time de Giovani dos Santos. Olho neles.

Apesar do Brasil ter uma constelação de estrelas como Neymar, Ganso, Oscar, Marcelo e o já experiente Pato o time necessita de atenção na defesa e precisão no ataque.

Em sua sexta semifinal de Olimpíada da história, a seleção brasileira tem tudo para garantir o tão desejado ouro, mas todo o cuidado é pouco. 

Em Olimpíada não tem bobo no futebol.

Vai Brasil!


Em tempo o adversário do Brasil será a Coréia do Sul que eliminou os donos da casa por 5 a 4 nas penalidades.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

BRAÇADAS EM CICLOS

Cielo conquista o bronze nos 50 m livre

Admito que meu título para esse post foi usado por Juca Kfouri, e por não ter outra idéia, reformulei o conceito do post.

Nesse sentido uma pergunta povoou meus pensamentos.

O que você fez nos últimos quatro anos?

Parei para pensar e quase não tive lembranças. Mas o que o César Cielo, fez no último ciclo olímpico?

Antes de responder, quero deixar claro que Cielo é um fantástico velocista das águas, e não um fenômeno de versatilidade nas piscinas como Phelps, Lochte...

E cobrar em uma prova de velocidade, como os 50 m livre, um resultado de vitória é desumano.

Tanto faz se o Cielo prometeu o ouro, o recorde, a luta ou qualquer outra coisa. Oras, ele tem de ser confiante, nisso ele está certo!

Mas recorrendo a pergunta acima, eu sei o que o Cielo fez nos últimos quatro anos. Ele foi campeão mundial e recordista não só nos 50 m como nos 100 m, e venceu quase todas as competições que nadou!

Se pararmos e compararmos com seus adversários neste ciclo, suas conquistas foram maiores ainda.

Pois nenhum de seus rivais em Pequim, fizeram frente à ele em Londres. E não esqueçamos que o principal favorito para as duas provas em Londres, James Magnussen, sucumbiu ao favoritismo nos 100 m e sequer disputou a final dos 50 m.

Um ciclo se fechou, e o maior velocista da história da natação brasileira (e mundial) volta para casa bronzeado.

Nada como um ciclo após outro...

Vai Cielo! Porque o céu é limite.



DETALHE: Acho que o Cielo perdeu esta final na largada, ele teve um péssimo tempo de reação na partida. O ouro foi do francês Florent Manaudou (21s34), a prata do americano Cullen Jones (21s54) e o bronze do Cielo (21s59).
MAIS: Grande prova do Bruno Fratus (uma revelação), com um orgulhoso quarto lugar que leva a crer que em 2016, no Rio, vai estar na ponta dos cascos. Mas não posso deixar de lembrar da péssima participação do Brasil nas piscinas de Londres... Isso é assunto para outro post. 

Relembrando...
http://guinasp10.blogspot.com.br/2009/12/so-o-cielo-e-o-limite.html

BRONZE PESADO

Rafael Silva garante mais um bronze para o Brasil

O sempre esforçado Rafael "Baby" Silva foi recompensado com uma brilhante medalha de bronze há poucos instantes.

Com a irrepreensível campanha em Londres, o peso pesado (acima de 100kg) acaba de conquistar a única medalha que faltava ao judô brasileiro em olimpíadas.

A categoria mais pesada do judô tem agora um medalhista à sua altura (literalmente)!

Com a grande participação do "Baby" e da Maria Suelen (que perdeu a disputa do bronze para a chinesa sete vezes campeã mundial), o Brasil fecha sua melhor participação nas competições de judô em toda história olímpica.

Valeu Rafael!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

MEDALHA DA COR DO BRASIL

Foto: Terra

Mayra Aguiar acaba de garantir a quarta medalha do Brasil em Londres.

Na melhor campanha do judô brasileiro na história olímpica, a gaúcha Mayra de 21 anos (a se completar amanhã) fez a alegria dos brasileiros e garantiu o bronze na categoria meio-pesado (até 78 kg).

Mayra é atleta júnior mais premiada da história do judô brasileiro.

Apesar de ter sido eliminada da disputa do ouro pela americana Kayla Harrison, ela não desanimou e conquistou o bronze com um lindo ippon sobre a holandesa Marhinde Verkek.

E foi só correr para o abraço!

Bronze que vale ouro!

Parabéns Mayra!