| José Aldo (campeão dos penas), Dana White (presidente do UFC), o prefeito do Rio, Eduardo Paes, Lorenzo Ferttita (dono do UFC) e o campeão dos médios, Anderson Silva. |
Mas na minha opinião, o que poderia ser um trampolim para a consolidação do MMA (artes marciais mistas) como um novo esporte de massa no Brasil não aconteceu.
A HISTÓRIA
Os primeiros eventos eram torneios de 8 ou 16 lutadores promovidos por Art Davie e Rorion Gracie, onde os lutadores tinham que ganhar 3 lutas na mesma noite para se sagrarem o campeão do UFC. O primeiro evento foi realizado em 1993, e foi inspirado no vale tudo brasileiro.
Com o intuito de descobrir o melhor lutador do mundo, não importava o estilo de artes marciais que ele praticava. Por possuir praticamente nenhuma regra (por exemplo, no primeiro UFC não era permitido apenas morder ou colocar os dedos nos olhos do oponente). Os primeiros UFC's eram menos esporte do que espetáculo, o que levou a acusações de brutalidade e "briga de galo humana".
Os eventos ocorrem em ringues com forma de octógono e fechados por uma grade, porque segundo o criador Rorion Gracie seria uma forma de impedir a fuga de um lutador.
Seu primeiro campeão foi o brasileiro Royce Gracie.
Em 2001, Frank e Lorenzo Fertitta, e o promotor de boxe, Dana White, compraram a marca UFC por 2 milhões de dólares e criaram a Zuffa, como patente controladora do UFC. Tendo relações com a comissão atlética de Nevada ( Lorenzo Fertitta já foi um membro), a Zuffa conseguiu assegurar aprovação para fazer shows em nevada em 2001.
Assim abriram caminho para o sucesso que a organização desfruta atualmente.
O EVENTO
Com algumas boas lutas , o card do evento no Rio, foi um sucesso.
Mas o que não pode deixar de ser dito, é que apesar de ser um dos eventos mais lucrativos da tv americana, o card brasileiro aconteceu com um “poupudo” patrocínio do governo do estado do Rio de Janeiro.
A MINHA CONCLUSÂO
Uma estranha identificação do MMA com o futebol é muito perigosa, apesar de a HSBC arena ficar incendiada pela torcida, mais parecia um estádio em que boa parte da torcida eram praticantes de artes marciais. Em suma, um perigo!
O governo carioca, afirmou não ter dinheiro para a manutenção do bondinho de Santa Tereza. Mas para bancar um evento, com retorno somente para os americanos, ah para isso eles tinham...
Como massificar um esporte (que ainda não tem uma federação diretiva) em que os ingressos custavam até R$ 1.600,00.
É óbvio que a mídia vai engrandecer o evento e coisa e tal. Mas convenhamos que para os americanos organizarem uma bela festa, não precisam de muito.
O reconhecimento é bom para o UFC, mas péssimo para o MMA.
Detalhe: Sou um apoiador do MMA, não só do UFC. Mas não posso cair em qualquer histórinha para criança dormir. O evento deveria ganhar o respeito, não se tornar apenas mais um EVENTO DE ARTES MARCIAIS MISTAS. As pessoas ao invés de entenderem que o MMA luta para se tornar um esporte, agora graças a mídia pop brazuca, o chamam de UFC. O propagandinha de graça, e com uma mãozinha do "bom" governo brasileiro, ficou bem melhor!



